1ª Conferência Municipal de Defesa Civil
Atendendo solicitação da prefeita Dárcy Vera que visa adequar o município para casos emergenciais que necessitem da atuação de gestores da defesa civil, a Prefeitura de Ribeirão Preto promoveu nesta semana, na sede da Guarda Civil Municipal, uma reunião para preparação da 1ª Conferência Municipal de Defesa Civil, já prevista para acontecer no dia 28 de janeiro, sem local e horários ainda definidos.
A realização da 1ª Conferência Municipal de Defesa Civil trará para Ribeirão Preto a oportunidade de discutir, em âmbito municipal e posteriormente, Estadual e Nacional, questões ligadas a conhecimentos técnicos em Defesa Civil, bem como medidas de prevenção e redução de desastres e catástrofes, além de difundir junto à comunidade um compromisso e consciência de construção de uma cultura de Defesa Civil e profissionalizar as ações desta área.
Os impactos dos fenômenos climáticos e a necessidade de gestores de Defesa Civil
O processo de mudanças climáticas vivido em nosso planeta produz um aumento alarmante no número de desastres em todo o mundo. Milhões de pessoas já foram e serão afetadas, diretas ou indiretamente, por eventos adversos. Trata-se de um processo de evolução da natureza de reconhecimento relativamente recente, relacionado à alteração da dinâmica do clima que os cientistas estão tratando como duradoura e com impacto crescente sobre nosso país e sobre todo o planeta. A intensidade do debate acerca da interferência humana na geração dos fenômenos climáticos é um forte indicador da importância que as mudanças climáticas estão tendo em todo o planeta.
O Brasil viveu desde novembro de 2008 uma concentração na freqüência de eventos de adversos e conseqüentes desastres em diferentes regiões do país. As ocorrências têm tido tal crescimento em número e magnitude, que já é considerada inadequada à antiga crença de que o país seja uma área livre de cataclismos. Nesse período ocorreram eventos impactantes que afetaram de forma desastrosa enorme contingente de brasileiros. Em pelo menos dez estados brasileiros, as autoridades municipais e estaduais precisaram se mobilizar no sentido de apoiar as populações afetadas.
Essa situação de abrangência nacional dos eventos adversos foi constatada desde a região Norte, onde o Amazonas e o Acre sofreram com o aumento extraordinário dos níveis das cheias, até o Rio Grande do Sul e o Oeste catarinense, onde a estiagem produziu estragos significativos à agricultura e à vida de populações urbanas. Também sofreram com chuvas acima da média histórica os estados do Maranhão, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Piauí, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pará.
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