Foto: Fernando Gonzaga
A partir da próxima segunda-feira (5), a Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, ampliará a oferta do teste de DNA-HPV, exame molecular usado no rastreamento do câncer do colo do útero. Seis unidades passarão a oferecer o exame, e a rede municipal chegará a 11 pontos de coleta.
As novas unidades são as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) Vila Tibério, Campos Elíseos, Central, São José e Vila Mariana, além do Centro de Saúde-Escola (CSE) Vila Tibério. O teste já estava disponível nas UBSs Presidente Dutra, Maria das Graças, Santa Cruz e João Rossi e na USF (Unidade de Saúde da Família) Heitor Rigon.
O exame Papanicolau identifica alterações que já ocorreram nas células do colo do útero. Já o teste molecular detecta o próprio HPV, principal causador desse tipo de câncer, antes que o vírus provoque lesões. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de sucesso no tratamento, que tende a ser menos invasivo.
Com o novo método, o intervalo entre os exames passa de três para cinco anos quando o resultado é negativo.
Ribeirão Preto foi a primeira cidade paulista a adotar o novo modelo nacional de rastreamento do câncer do colo do útero, criado pelo Ministério da Saúde. O lançamento ocorreu em agosto de 2025, na UBS Dr. Sérgio Botelho da Costa Moraes, no bairro Presidente Dutra, primeira unidade do país incluída no programa federal Agora Tem Especialistas.
“Com o Papanicolau, era identificada a lesão, e com o DNA-HPV, encontramos o vírus antes que ele cause qualquer dano. É a diferença entre tratar uma doença e impedir que ela aconteça”, afirmou o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho.
A meta é substituir gradualmente o Papanicolau pelo teste molecular e, assim, reduzir as mortes por esse tipo de câncer, que ainda está entre os que mais afetam as brasileiras.
Em junho, a Secretaria Municipal da Saúde realizou uma ação na Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto, com 400 coletas em mulheres privadas de liberdade, público com maior dificuldade de acesso ao rastreamento.
O teste é destinado a mulheres de 25 a 64 anos. Para realizá-lo, é necessário agendar uma consulta com ginecologista ou enfermeiro em uma das unidades que oferecem o exame. Após a avaliação, o profissional indicará o rastreamento, se necessário.
O exame não substitui a vacina contra o HPV, que continua sendo uma importante forma de prevenção. Pelo calendário do Ministério da Saúde, meninas e meninos de 9 a 14 anos devem ser vacinados. Adolescentes de 15 a 19 anos ainda não imunizados podem receber a vacina até dezembro de 2026, na chamada estratégia de resgate.
Para grupos prioritários, a vacinação é indicada dos 9 aos 45 anos. Fazem parte desse grupo pessoas com HIV/aids ou outras imunodeficiências, transplantados de órgãos sólidos e pacientes oncológicos.